
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio teve alta de 1,26% no terceiro trimestre de 2024, revertendo o desempenho negativo registrado nos dois trimestres anteriores. Mesmo com a recuperação registrada no trimestre, o setor acumula queda de 2,49% no período de janeiro a setembro do ano passado, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O presidente do Sindicato Rural de Montes Claros, Alexandre de Aguiar Rocha, comentou os resultados, destacando a importância do agronegócio para o país. “O agro é o motor que move o Brasil, garantindo a segurança alimentar da nossa população e sustentando nossa economia. Mesmo diante das dificuldades enfrentadas, continuamos a produzir com dedicação e a mostrar a força do campo. Aqui na nossa região, sabemos bem que cada colheita e cada rebanho representam muito mais do que números: são vidas, famílias e o futuro do nosso país sendo construídos”, afirmou o líder. Ele também enfatizou que, mesmo com oscilações no desempenho, o setor segue resiliente e essencial para o Brasil.
Com os dados apresentados, a expectativa é que o PIB do setor (que envolve os segmentos de insumos, primário, agroindústria e agrosserviços) atinja R$ 2,58 trilhões em 2024, dos quais R$ 1,84 trilhão corresponde ao ramo agrícola e R$ 744,02 bilhões ao ramo pecuário (a preços do terceiro trimestre de 2024). Considerando esses resultados, a estimativa de participação do agro na economia brasileira em 2024 é de 22%, abaixo dos 23,5% em 2023.
O comportamento do agronegócio nos nove primeiros meses de 2024 foi impactado principalmente pelo ramo agrícola, que teve recuo de 4,04%, com resultado negativo em todos os elos da cadeia produtiva. A queda de preços e da produção também contribuiu expressivamente para este resultado. Já a o ramo pecuário cresceu 1,60% no mesmo período, o que evitou uma queda maior no resultado do PIB no acumulado do ano.
No terceiro trimestre, o ramo agrícola teve expansão de 1,27%, enquanto o ramo pecuário apresentou crescimento de 1,31%. Nos dois ramos, todos os segmentos da cadeia produtiva registraram alta. No ramo agrícola, o principal destaque foi a agroindústria (+1,85%), enquanto no ramo pecuário o segmento que mais cresceu foi o primário (dentro da porteira), com variação de 3,02%.
O boletim com a análise completa está disponível no site da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA.
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