“Palmas para Minas” terá lançamento na Expomontes

Faemg e Senar Minas são parceiras do programa de incentivo ao cultivo da palma forrageira no estado. Lançamento será dia 30/6, em Montes Claros




Um grupo de entidades mineiras está somando forças para criar alternativas e potencializar a pecuária no semiárido do estado. Está marcado para 30 de junho, em Montes Claros, o lançamento do programa Palmas para Minas, que visa disseminar a palma forrageira nas regiões Norte de Minas, Jequitinhonha, Vale do Mucuri e parte do Rio Doce, como mais uma alternativa de alimentação do rebanho. O termo de cooperação para o começo das pesquisas será assinado por 15 instituições parceiras, durante a solenidade de abertura da 43ª Expomontes, no Parque de Exposições de Montes Claros.


Segundo o analista de agronegócios da FAEMG, Caio Coimbra, a palma forrageira – já usada em vários estados do Nordeste brasileiro na alimentação do rebanho – é tolerante à seca: “Ela poderá ser usada em grande percentual para substituir o milho na alimentação do rebanho, com menor dependência da oferta dos grãos e redução do custo de produção. Assim, os pecuaristas terão condições de se manter na atividade, aumentar a renda e melhorar a qualidade de vida”.


| Etapas


Segundo Caio Coimbra, as primeiras ações do Programa terão início imediato, com estudo e desenvolvimento de matrizes mais adequadas às especificidades de cada região. As mudas serão cultivadas em viveiros do programa e disponibilizadas para pecuaristas e para produtores que atuarão como multiplicadores das cultivares. A expectativa é que a comercialização tenha início em aproximadamente dois anos.


“O Senar Minas fará a capacitação de técnicos e orientação dos produtores para disseminação da tecnologia. Estão previstas palestras, seminários e dias de campo em diversos municípios da região divulgando as vantagens da cultura e como participar do programa Palmas para Minas”.


De acordo com o presidente do Sindicato Rural e vice-presidente da FAEMG, Ricardo Laughton, esta é mais uma iniciativa que vai incentivar os produtores rurais da região a permanecerem no campo. “Sabemos que a vida na zona rural não é fácil, e a cada dia aparecem mais obstáculos a enfrentar. É por isso que não medimos esforços para trazer para o Norte de Minas ideias, tecnologias e políticas públicas que visam auxiliar o homem do campo a continuar fazendo o seu nobre trabalho. Temos que lembrar que são os produtores rurais que colocam, diariamente, o nosso alimento na mesa”, afirma.


| Entidades parceiras


Codevasf, Comitê Bacia Verde Grande, Emater, Embrapa, Epamig, FAEMG, Fundetec, Instituto Federal do Norte de Minas, Sebrae, SENAR MINAS, SicoobCredinor – Montes Claros, UFVJM, UFMG, UFSJ e Unimontes.


Sobre a Palma forrageira


A palma é uma cactácea originada no semiárido do continente americano, principalmente no México. A planta é cultivada para produção de forragem, de cosméticos, de frutos e da cochonilha (inseto que libera o corante carmim), entre outros.


Vantagens

Em relação ao milho e ao capim, a palma se destaca por ser um alimento de baixo teor de fibras, alto índice de nutriente digestivo, rico em água, excelente resistência à seca e baixo investimento.


Palma Forrageira no Brasil


  • Foi introduzida no semiárido nordestino para a produção de corante carmim, no final do século XIX.

  • Durante a grande seca de 1932 foi descoberta como alternativa forrageira. Nesse período o governo federal implantou o primeiro programa de incentivo ao uso.

  • Estudos mais aprofundados, visando ao melhor aproveitamento da espécie, só começaram a partir da década de 1950.

  • Outra grande seca, ocorrida entre 1979 e 1983, consolidou o espaço da palma no semiárido nordestino e vários estudos sobre a espécie foram iniciados.

  • A produção atual no Nordeste ultrapassa 500 mil hectares. Está concentrada em Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Norte da Bahia.

  • Duas espécies são cultivadas em larga escala: Opuntiaficus-indica, que possui as cultivares gigante e redonda, eNopaleacochenilifera, que possui as cultivares miúda e doce. A gigante é a mais comum no semiárido nordestino, devido à sua rusticidade.


Semiárido mineiro

  • 85 municípios do norte e Vale do Jequitinhonha

  • Mais 1,2 milhão de habitantes

  • Mais de 40% vive na zona rural


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