Programa "Palmas para Minas" é lançado em Montes Claros

Na última sexta-feira (30/6) a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), o Senar Minas e várias outras entidades assinaram, em Montes Claros, durante a abertura da Expomontes 2017, o termo de cooperação para o começo das pesquisas do programa Palmas para Minas, que visa disseminar a palma forrageira nas regiões Norte de Minas, Jequitinhonha, Vale do Mucuri e parte do Rio Doce.

A palma é uma cactácea originada no semiárido do continente americano, principalmente no México. A planta é cultivada para produção de forragem, de cosméticos, de frutos e da cochonilha (inseto que libera o corante carmim), entre outros. O analista de agronegócio da FAEMG, Caio Coimbra, esteve na cidade para o evento. Ele explica que, em relação ao milho e ao campim, a palma se destaca por ser um alimento de baixo teor de fibras, alto índice de nutriente digestivo, rico em água, excelente resistência à seca e baixo investimento.

"Ela poderá ser usada em grande percentual para substituir o milho na alimentação do rebanho, com menor dependência da oferta dos grãos e redução do custo de produção. Assim, os pecuaristas terão condições de se manter na atividade, aumentar a renda e melhorar a qualidade de vida", explica Coimbra.

O programa Palmas para Minas surgiu em Araçuaí, em 2016, por iniciativa do Sindicato Rural da cidade, para divulgar a palma forrageira como alternativa de alimentação animal. Com o sucesso do evento, a FAEMG percebeu a necessidade de unir esforços para consolidar o programa. Montes Claros também recebeu um seminário a respeito do assunto, no final do ano passado, que também contou com a presença de um dos maiores pesquisadores da palma no Brasil, Paulo Suassuna.

O vice-presidente da FAEMG, que também ocupa o cargo de presidente do Sindicato Rural de Montes Claros, Ricardo Laughton, explica que é importante levar ao produtor rural conhecimento a respeito da alternativa, que já é utilizada em outras regiões com condições climáticas semelhantes à do semiárido mineiro. "Essa é mais uma estratégia de convivência com a seca. É preciso que o produtor reconheça que não há como sustentar a atividade rural apenas esperando pela chuva", diz.

Gramíneas Transgênicas

Durante pronunciamento do presidente da FAEMG, Roberto Simões, no lançamento do programa, também foram destacadas outras ações das entidades em prol do produtor da região. "Em breve estarei em Fortaleza, para firmar mais uma parceria que irá beneficiar o norte de Minas. Vamos dar início às pesquisas sobre as gramíneas transgênicas, resistentes à seca", contou. Simões aproveitou para parabenizar o presidente do Sindicato Rural pelo incansável trabalho visando a pesquisa, que dará novo fôlego à pecuária extensiva, principal atividade do agronegócio no semiárido mineiro.

A proposta de pesquisa das gramíneas transgênicas prevê a consolidação de uma força-tarefa entre Epamig, UFV (Universidade Federal de Viçosa), o INAES e o Sindicato de Produtores Rurais de Montes Claros. “A ideia é que Minas possa liderar o Brasil no resgate sócio econômico do semiárido norte mineiro e nordestino, uma região que se distribui por dez estados e que possui uma população de 23 milhões de brasileiros”, explica Ricardo Laughton.

Há quase uma década o Sindicato Rural de Montes Claros cedeu terreno à Epamig para implantação da Fazenda Experimental, já em plena atividade. Como contrapartida, solicitou a priorização de pesquisa em transgenia para gramíneas mais resistentes e, se depender dos esforços dos líderes rurais, em breve os produtores poderão contar com mais essa tecnologia.

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