FAEMG emite nota sobre greve dos caminhoneiros


O presidente do Sistema FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais) emitiu nota nesta segunda-feira, 28 de maio, a respeito da greve dos caminhoneiros, que já dura mais de uma semana em todo o país. No documento, a entidade afirma que desde o início do movimento manifestou apoio aos caminhoneiros, por entender a justiça da causa. No entanto, a continuidade da paralisação, por período tão extenso, está provocando um efeito da maior gravidade, que é a desestruturação da economia brasileira. "No agronegócio, as perdas são incalculáveis. A falta de ração para os animais atingiu níveis insuportáveis, tanto do ponto de vista econômico quanto do bem-estar dos animais, expressados por relatos dos produtores. Aves estão praticando o canibalismo para sobreviver", afirma o presidente. "Também milhares de suínos têm morrido diariamente. E ainda há o risco de esses animais mortos provocarem perigosos problemas sanitários, por falta de locais apropriados para serem enterrados. Além de tudo isso, milhares de litros de leite têm sido descartados por falta de coleta diária. É uma conta elevada que, no final, será paga pelo produtor rural e pela sociedade", continua Simões. A entidade pede a colaboração de todos para que a situação seja findada. "Isoladamente, o Governo Federal, bastante fragilizado, não tem condições de encontrar a saída para a crise. Precisamos da participação ativa dos estados, fazendo a revisão do ICMS, que é altíssimo, sobre os combustíveis", pede Simões. "O Congresso Nacional também precisa desenvolver ações que contribuam para que o país volte à normalidade, assim como o Poder Judiciário e as categorias profissionais. É fundamental que estejamos todos juntos para encontrar uma solução urgente e evitar a falência da economia brasileira", conclui.

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