FAEMG une programas para potencializar pecuária leiteira

Pecuaristas mineiros têm agora ainda mais robustez na assistência técnica e gerencial para produção de leite. É o que propõe a união entre as duas principais iniciativas do Sistema FAEMG/SENAR/INAES direcionadas para a atividade, o Programa Balde Cheio e o Programa de Assistência Técnica e Gerencial - ATeG Leite. O novo programa passa a se chamar ATeG Balde Cheio.


O nascimento do ATeG Balde Cheio abre oportunidades para criação de novos grupos de produtores. Para 2021, a previsão é atender mais 1.000 pecuaristas. No total, o novo programa beneficiará mais de 5.000 produtores de leite no estado até o final do ano. Todos, a partir de agora, ganham com a solidez da metodologia do SENAR e com mais capacidade técnica na ponta, graças à experiência do Balde Cheio.


ATeG em Montes Claros



Que o Norte de Minas tem vocação natural para a pecuária, já é bem sabido por todos. As raízes da região estão firmadas no agronegócio, setor que segue crescendo no Brasil, apesar das crises enfrentadas nos últimos anos. Minas Gerais é o terceiro estado no ranking de rebanho bovino no Brasil, e o primeiro na produção de leite.


Em Montes Claros, o potencial da produção leiteira tem sido trabalhado desde 2019, com a primeira turma do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema FAEMG/SENAR. É o que explica o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais do município, José Avelino Pereira Neto. "O objetivo é acompanhar as propriedades durante dois anos, do início ao final do processo produtivo, fortalecendo a cadeia leiteira e trazendo mais lucro e sustentabilidade aos negócios rurais", sintetiza.


Apesar de ser uma atividade tradicionalmente passada de geração em geração, há muita oportunidade para quem quer começar algo novo. É o caso de Thyago Lopes e Batista, de 36 anos. Administrador de empresas, começou a trabalhar no meio rural há cerca de seis anos. Ele explica que o ATeG foi uma oportunidade para aprender novas práticas e aperfeiçoar o que já era feito na propriedade.


"Em tempos onde as margens estão cada dia mais apertadas e os preços das commodities em alta, é fundamental buscar maior controle gerencial e se especializar como gestor das propriedades rurais", afirma Thyago. De acordo com ele, uma das principais dificuldades no negócio era exatamente a parte financeira. "Ter os números de maneira clara e visível através de planilhas e gráficos, ou seja, acompanhamentos visuais, foi fundamental para administrar melhor a propriedade", conta.


Outra melhoria apresentada pelo produtor rural foi na planilha de controle de fertilidade e parição dos animais da propriedade, que fica a cerca de 10km do distrito de Nova Esperança. "É um programa excelente que dá a possibilidade para os produtores rurais enxergarem onde estão os seus problemas e mostrar por onde começar as atividades de melhoria."


Expectativa para os próximos anos


De acordo com o superintendente do SENAR MINAS, Christiano Nascif, a projeção para o ano de 2030 é um aumento de 30% no consumo brasileiro de leite e derivados em relação ao atual. “Portanto, um programa de assistência técnica e gerencial robusto, consistente e de alta capilaridade como o ATeG Balde Cheio, será de fundamental importância para atender esta demanda. Significa aumento da produção, produtividade, qualidade e rentabilidade para o produtor de leite de Minas Gerais”, reforça.


O produtor que já era assistido pelo Programa Balde Cheio continuará contando com a retaguarda do ATeG Balde Cheio, de forma que seu técnico esteja sempre atualizado e apto à prestação do serviço. “Já os novos produtores que ingressarem no Programa se beneficiarão com novas abordagens e tecnologias, com melhores resultados e maior potencial de lucro na sua atividade produtiva. Todos sairão ganhando ao final”, enfatiza.

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